Essa é a razão científica para falta de resultados

 em Cultura Organizacional, Habilidades Profissionais, Liderança

Recentemente fomos incumbidos de um grande desafio, o de incorporar ao movimento de incentivo ao desenvolvimento de resultados do time de manutenção da multinacional Klabin, em Telêmaco Borba/PR, o tema trabalho foi comportamento.

O tema é extremamente relevante para as organizações, uma vez visto que 80% dos resultados de um profissional partem desse princípio tão essencial e muitas vezes ignorado.

Nessa abordagem foi utilizado uma comunicação extremamente empática, contando a história de Usain Bolt, o multicampeão olímpico (10 vezes campeão do mundo) nos 100 e 200 m rasos.

O FATOR CONEXÃO

Todas as pessoas possuem os seus próprios 100m rasos pela frente, mas ninguém nunca pensa em como esses 100m rasos podem ser doloridos ou difíceis. As pessoas normalmente possuem uma motivação para começar a jornada dos próximos 100m rasos e também sabem para onde devem ir, mas vivem utilizando o gps “waze” para pegar caminhos mais rápidos. Sendo assim, pode-se compreender que as pessoas pensam no POR QUE e no ONDE, mas nunca no COMO.

Quando falamos de resultados, ou melhor, da falta deles, o grande aconselhamento ou orientação dos especialistas é quase que sempre – defina um objetivo e prepare-se melhor para alcança-lo -, no entanto, é totalmente factível ter a compreensão de que entre o preparo (por que) e o resultado (onde) existe algo chamado processo (como). E essa é a chave que realmente determina o alcance dos resultados desejados.

POR QUE BOLT REPRESENTA ESSE PROCESSO

Porque todas as vezes que ele foi campeão o que realmente determinou a conquista da medalha foi o processo. O processo possui um tempo determinado para acontecer, para Bolt são 9 segundos, para algumas pessoas é um dia, para outras uma semana, meses ou anos…

Uma coisa é certa, o processo é irrevogável quando o assunto é alcançar novos resultados.

Se você entende isso, então entendeu a coisa toda.

Veja o exemplo:

Imagino que antes de subir no podium e colocar as medalhas de ouro no pescoço (o resultado), Bolt deve ter se preparado muito, abriu mão de algumas coisas, dormiu mais tarde, sentiu dores musculares, acordou mais cedo ou, em resumo, pagou um alto preço (o porquê).

Imagine.

O público grita acaloradamente seu nome quando sobe no podium, batem muitas palmas, vibram, o público ouve suas entrevistas empolgados e reconhecem seus resultados, mas será que eles imaginam o quanto eles influenciaram para que os 100m rasos (o processo) fosse de fato o determinador do resultado de Bolt?

Uma pergunta reflexiva aqui é: Por que muitos não venceram o processo? Ou por que não tiveram o mesmo êxito que Bolt no processo? Sendo que também se prepararam, também tinham um objetivo.

Vamos a outro exemplo.

Antes da borboleta se tornar efetivamente uma borboleta, é uma lagarta. Uma lagarta para se tornar uma borboleta precisa passar por algo chamado casulo (o processo). Nem todas as lagartas saem vivas do casulo, pois o processo é dolorido. Algumas morrem, outras desistem e, as mais fortes e resistentes se transforam em borboletas. Todas entram no casulo sabendo o porquê e o objetivo que deve ser cumprido, mas nem todas vencem o processo.

Ambos os exemplos são capazes de gerar uma reflexão:

Se você não compreender que o processo existe e não trilhar estrategicamente um caminho comportamental, não vencerá o processo. Por mais que seja a pessoa mais preparada e tenha o objetivo mais nobre.

Como você tem enfrentado o processo para alcançar os resultados que deseja?

Pensando em colaborar com o processo no desenvolvimento de pessoas, é possível estabelecer três (3) pontos para cada etapa de novos avanços em resultados:

Defina os Resultados

  • Definição de destino – definição da linha de chegada. 
  • Defina conexões – quais são necessárias
  • Estabeleça ambidestria – administração da transição entre o momento atual e futuro.

Crie seu plano de preparação

  • Molde seu comportamento – fixando o porquê e o preço que está disposto a pagar. 
  • Tenha autoconhecimento – conheça a si mesmo e terá a verdade. Diagnostique os gatilhos que possam retirar você do plano, e busque controle emocional.
  • Identificação de mudanças – tenha clareza do que é realmente necessário mudar.

Quais os fatores mais importantes do processo

  • Gestão do comportamento – identificação dos principais comportamentos e habilidades para a jornada. 
  • Gestão da mudança – compreender as ferramentas necessárias para a transição.
  • Autoliderança – o ato de se auto gerenciar e compreender as decisões que toma.

É possível observar então que o problema não está na missão, na visão ou não está na capacitação, nos treinamentos e programas – a falta de resultados ou a produtividade almejada acontecem de maneira recorrente por um único fator: As pessoas possuem expectativas diferentes de processo.

De acordo com Daniel Pink, as pessoas começam bem e terminam bem, mas estão totalmente vulneráveis no meio do caminho. Essa relação foi utilizada por ele em relação ao dia a dia também.  É como se disséssemos que: A motivação inicial é internalizada e as metas atingidas, mas o fator que garante o resultado permanente, que é a qualidade do processo, é negligenciado.

Postagens Recomendadas
Contato

Entre em contato

Comece a digitar e pressione Enter para pesquisar